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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Resenha

O Desafio do Negro no Mercado de Trabalho


O racismo é um dos principais fatores estruturantes das injustiças sociais que acometem a sociedade brasileira, e conseqüentemente, é a chave para entender as desigualdades sociais que ainda envergonham o País. Desde o fim da escravidão, com a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, no dia 13 de maio de 1888, o negro enfrenta barreiras em vários aspectos da vida..
Após a Abolição da Escravatura, a vida do negro teve pouca mudanças, pois se de um lado a Lei representou a realização do sonho da liberdade, em contra partida representou o início de uma luta contra a exclusão social, que veio de encontro com o analfabetismo, pois os escravos agora eram homens livres, porém como não haviam freqüentado nenhuma escola.
Como não sabiam nem ler e escrever, eram cidadãos sem garantias de um emprego digno, por não terem nenhuma experiência profissional, aceitavam os piores serviços com salários inferiores ao dos brancos, que executavam a mesma função, os negros aceitam essas condições porque um ano após a Abolição da Escravatura, no ano de 1989 com a Proclamação da República, foi criado o CRIME DE VADIAGEM.
O crime de vadiagem expressava que qualquer cidadão que não encontrasse vaga no mercado de trabalho poderia ser encarcerado, sabendo disso os ricos ofereciam os piores serviços, muitas vezes em troca de um prato de comida, uma vez que depois da Lei Áurea, nem todos os negros, aceitam ficar nas fazendas, de certa forma como escravos.
Para uma grande parte da Sociedade o negro ainda é taxado como um ser desqualificado, com isso gera um certo repudio perante as Empresas, que observam somente a aparência e esquecem de julgar o potencial do individuo negro como profissional, e quando o negro é aceito para desenvolver certas atividades, muitas vezes igual à de um individuo branco, a remuneração recebida pelo negro é inferior a do individuo branco.
Pode ser percebida claramente a discriminação racial em novelas, filmes, aonde o negro exerce as funções inferiores, como faxineira, motorista, jardineiro, babá, em suma o individuo negro é considerado um ser inferior, mesmo que tenha em sua bagagem conhecimentos cheio de qualificação e até graduações, são raras as empresas que se preocupam com o currículo profissional, muitas delas trabalham com a aparência do interessado na vaga de emprego.
No filme “Quase Deus”, pode-se observar o quanto o negro é discriminado, pois um técnico em laboratório negro, chamado de Viven Thomas, demonstrou que não foi só talentoso, mas também de suma importância para os trabalhos acadêmicos do Dr. Alfred Blalock, um cardiologista renomado nos Estados Unidos da América.
O Dr. Alfred Blalock, estava estudando a maneira como faria cirurgias em pacientes portadores de doenças crônicas no sistema cardiorrespiratório, juntos Vivien e do Dr. Blalock desenvolveram uma técnica inovadora que corrigia a oxigenação e a saúde dos pacientes foram restabelecida completamente, mais essa inovação só foi possível graças ao emprenho do técnico de laboratório Vivien.
O filme mostra de forma clara a discriminação racial, pois somente através da dedicação e persistência em descobrir uma maneira de salvar vidas, do técnico em laboratório Vivien Thomas, foi que o Dr. Blalock recebeu todas as honras, créditos e méritos referentes ao sucesso de todas as cirurgias realizadas, esquecendo que o grande pivô deste sucesso, foi Viven Thomas,
Grande parte dos trabalhadores desempregados no Brasil é formada por negros, pois por não terem espaço aberto junto à sociedade, tem baixa escolaridade e não tiveram oportunidades de crescimento profissional, por serem reprimidos por conta da cor, sendo no Brasil, uma questão indissociável da questão social.
Essa questão salta aos olhos, mas a discriminação racial é bastante sutil: a muralha de preconceitos cuidadosamente disfarçados mantém as portas abertas para aqueles negros que, mercê de talentos excepcionais, conseguem individualmente um lugar de destaque na vida social, fecha-se, contudo, completamente à pretensão do conjunto da população afro-descendente de superar a pobreza.
Para a superação da pobreza, o Sistema de Quotas nas universidades públicas, ainda é o único meio prático que se encontrou para colocar pelo menos uma minoria da população negra nos bancos acadêmicos, fazendo com que comecem a superar a pobreza e intectualmente almejarem no mercado de trabalho, cargos e funções superiores por conta da sua integração perante a sociedade como um todo.
Os jovens negros que são premiados com o sistema de quotas têm a grande oportunidade de superar a barreira da pobreza e da discriminação se tornando um lutador da causa da sua gente, para isso é necessário que haja dedicação do individuo e que vá a busca de novos horizontes, buscando novos conhecimentos e demonstrando seu interesse em aprender, para que seja absorvido no mercado de trabalho pelo seu potencial como profissional, quebrando todo o preconceito racial existente.
O papel da escola é de fundamental importância, no combate ao racismo e na implantação de medidas que permitam um mínimo de equidade no acesso aos diferentes níveis de ensino às crianças, jovens e adultos negros que são ou foram privados de uma educação de qualidade, além disso, combater o estereótipo do negro como inferior intelectualmente, pois alguns estudos sobre desigualdade social no mercado de trabalho também identificam a educação como fator explicativo da desigualdade racial.

Resumo

No Brasil e em diversos paises o preconceito contra o negro é muito claro, pois muitos são repudiados por causa da cor da pele. Muitos negros enfrentam dificuldades no mercado de trabalho por haver o preconceito racial. Muitas instituições avaliam na hora da entrevista não o conhecimento profissional do candidato à vaga, como diz um velho ditado: - A primeira impressão é a primeira que fica, então se a pessoa for negra, com certeza não será contratada, mais esse tipo de avaliação além de preconceituosa e sem fundamentação, pois não é por conta da cor da pele que a pessoa não seja competente, temos muitos personagens, famosos ou não que apesar de serem negros conseguiram, mostrar o seu potencial na área de trabalho escolhida, podemos citar o Rei do futebol Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, também temos uma figura importantíssima que o Ministro do STF o senhor Joaquim Barbosa, e fora do Brasil, podemos citar o mais novo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que veio de origem pobre e chegou à presidência de um pais mais importante do mundo. Então podemos salientar que a discriminação racial contra o negro é um dos maiores crimes contra cidadãos que podem sim ser de grande importância para o desenvolvimento empresarial, social e intelectual. É muito claro, que somente através de uma educação continuada, é que não somente os negros, mas todos de forma geral, terão mais chance de conseguirem melhor posição profissional em qualquer que seja a instituição, por que para que tenhamos sucessos é necessário que se tenha conhecimentos, não só o conhecimento empírico, como também o cientifico. A partir dessa década com a globalização, o individuo que quiser sobressair profissionalmente deverá ter a consciência que, independente de raça, cor, religião tem que ter em mente, a importância de se profissionalizar e está aberto a novos desafios e aprendizados, pois o mercado de trabalho necessita de colaboradores de possuem capital intelectual.

Entrevista

Entrevista realizada no dia 04 de novembro de 2009.
Tema: Desafio do Negro no Mercado de Trabalho

Dados do Entrevistado:
Nome: JORGE ANTUNES (*)
Idade: 46 anos
Naturalidade: Rio de Janeiro - RJ
Escolaridade: Doutorando

- O entrevistado é Professor Universitário, tem Graduação, Pós Graduação e Mestrado em Estatística.

Perguntas:

1) Já se sentiu ou foi excluído por alguma pessoa ou grupo, por ser negro?
Resposta: Não explicitamente, mas é bem possível que tenha sido.
2) Já sofreu ato de racismo?
Resposta: Não declarado, mas se racismo for também sentir-se receoso por passar perto de um negro, já provoquei tal sentimento.
3) Como é ser negro, em um País aonde as pessoas medem a capacidade não pelo profissionalismo, muitas vezes, e sim pela Cor?
Resposta: Há necessidade de estar demonstrando (comprovando) sua capacidade sempre.
4) Quando criança, jovem sentiu vontade de ser branco?Porque?
Resposta: Não. Por ter tido tudo que era suficiente e necessário para ter uma boa educação.
5) Como é enfrentar pessoas e lugares que não aceitam pessoas negras dividindo o mesmo espaço?
Resposta: É ver que o problema não está em mim e sim neles.
6) Você já presenciou alguma situação de racismo com outra pessoa negra? Qual atitude você tomou perante a situação?
Resposta: Já. A situação foi esclarecida (negada), uma vez que racismo é crime na Legislação Brasileira.
7) Como deveria ser, na sua opinião, o tratamento sócio cultural dos “brancos em relação ao negro”?
Resposta: Deve começar com acesso à educação pública de boa qualidade, a todos os brasileiros independente de cor.
8) Gostaria de deixar alguma mensagem, opinião ou conselho, referente ao tema da entrevista?
Resposta: Acho que o importante é se preparar para o mercado de trabalho com os conhecimentos necessários. Não adianta colocar em primeiro lugar uma condição pessoal, como justificativa para não se conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho. Hoje vemos exemplo no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Joaquim Barbosa, que muito estudou para chegar aonde chegou.



(*) nome do fictício, para resguardar a imagem do entrevista.


Entrevista realizada pelo Acadêmico: Ricardo Assis da Silva de Matos

Charges > Desafio do Negro no Mercado de Trabalho







Vencedores !







O Desafio do Negro no Mercado de Trabalho (Quadrinhos)